A pé pela Fórnea

Olha…hoje o gajo não veio de bicicleta!
Hoje escrevo aqui para partilhar um passeio a pé e não uma volta de bicicleta. Apesar de o local ser bastante conhecido por causa das voltinhas de bike, já estava ao bastante tempo na mira para uma caminhada. Convidei o Miguel e o João Mendonça que prontamente acederam.
O dia acordou solarengo. Não fazia frio, não estava muito vento e tudo indicava que não ía chover. Um dia perfeito para um passeio.
Deixamos o carro ao lado da igreja dos Alvados e às 8:30 lá fomos nós, passo a passo em direcção à Cova da Velha. Depressa apercebemo-nos que não estávamos sozinhos. Alguns caçadores andavam por ali (ainda não percebo como é que num parque natural com espécies protegidas é permitido caçar) e como estamos na época da apanha da azeitona, também vimos algumas pessoas de volta das oliveiras.
Achei piada o resumo que fiz do passeio… «vamos por este caminho, ali cortamos para ir-mos ver uma nascente de água, depois voltamos para trás, subimos o monte pelo lado de lá e descemos por aquela descida aqui ao lado. Não tarda nada estamos no carro outra vez para voltar para casa». Simples, fácil e rápido!
Com alguma conversa depressa percorremos o vale e chegamos à primeira placa com a indicação “COVA DA VELHA”. A partir daqui seguimos ao lado do curso de água com algumas paragens para apreciar a água que corria a montanha que nos começava a envolver, afinal estávamos a entrar montanha adentro!

A montanha vista de baixo

Local de culto?

Água…a rainha da montanha

Água mole em pedra dura…

Uma cascata para embelezar o percurso
Seguimos o rio até à “nascente” – a Cova da Velha – O trajecto é relativamente fácil. É aquele caminho e aquele mesmo e como está marcado, não tem nada que enganar.
Acredito que com o aumento do caudal, a dificuldade em chegar à nascente também aumenta, mas certamente que quanto mais água o rio levar, maior será o espectáculo por ele oferecido. Sendo a beleza algo relativo, acho este local belíssimo, um local de rara beleza! O verde da vegetação, o branco da pedra e o sons da água a correr. A montanha que nos envolve, a sensação de como somos pequenos e quão grande é a força da água que com o tempo molda o mundo em que vivemos.

Cova da Velha – É sempre a subir

Nascente de água – Cova da Velha

João Miguel – a chegada à Cova da Velha
Chegamos à Cova da Velha sem dificuldade. Estava cumprido o primeiro objectivo – ver a nascente de água. Acho que foi mais difícil voltar para trás porque na descida o chão molhado e escorregadio não transmitia grande sensação de segurança.
Depois de uma descida…vem uma subida e como o outro objectivo era observar a montanha do lado de cima…tínhamos mesmo que subir. O percurso é bastante conhecido das voltas de bicicleta, onde normalmente uma parte da subida é feita com a bike à mão. Sim…tenho que treinar mais. Confesso! Também a pé, parecia que a subida nunca mais acabava e próximo do topo encontramos um local abrigado do vento para tomar um segundo pequeno-almoço (diga-se de passagem que, nesta altura do passeio, bastante merecido).

Algures a subir

crocus – não pisem as flores

Estamos quase lá…ó Paulo onde é que paramos para comer?

É aqui! Vamos comer qualquer coisa que já merecemos.
O local com uma vista magnífica foi o melhor possível para a pequena refeição. Lá em baixo um grupo de pessoas dirigia-se para a Cova da Velha. Tão perto e tão longe!
Seguimos caminho, contornamos a Fórnea, passeamos pelo alto da serra, apreciamos os muros de pedra, os animais que pastavam, a vegetação e algumas gralhas que passeavam por cima de nós. Entusiasmados por toda a envolvente serrana, chegamos ao inicio da descida que nos conduzia quase até ao local onde iniciamos o passeio. A sabedoria popular diz “Para baixo, todos os santos ajudam” e com os santos a ajudarem, lá cheguei ao carro com um sorriso na cara e um “brilhozinho nos olhos”, afinal a pé ou de bicicleta…é bom andar no PNSAC – Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros.

Vista do pequeno almoço – I

Vista do pequeno almoço – II

Estivemos lá em baixo…

Estivemos alem a comer o pequeno almoço

E estas aqui, também a comer o pequeno almoço

Caminho – Não tem nada que enganar

Vamos começar a descer…estamos quase a chegar (falta o quase…é verdade!)

A grande descida – a diagonal

e pronto…chegamos ao local de inicio, ou seja – o fim!
Grande José Carlos, quando é que voltas para ir-mos comer uma pizza à pizzaria Vieira?
Um grande abraço do hemisfério norte para o hemisfério sul.


































































